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quinta-feira, 30 de junho de 2011

PE-95: Asfalto da morte




É inegável a importância das rodovias em nosso país. Da era Vargas para cá, com a produção de carros nacionais, e agora com a estabilidade de nossa economia, crédito mais fácil, a emergente classe média, paralelos à diminuição da pobreza, faz com que cada dia mais e mais motos e carros trafeguem pelas rodovias do resto do país e do nosso Estado.

A PE-95, ligando Limoeiro a Caruaru é o elo principal que permite o intercâmbio de pessoas entre essas duas pujantes cidades interioranas. No entanto, suas condições de tráfego estão uma desgraça na vida dos motoristas.

São 22 km que ligam Limoeiro a Passira, e 65 km ligando esta a Caruaru. O motorista e motociclista precisam atenção redobrada, paciência e, não menos importante, um seguro de vida... O mato invadiu todo acostamento. A sinalização horizontal e vertical não existe.

No início do ano houve uma tentativa de reparo dos buracos do asfalto. Feito de modo precário, uma vez que eram tapados alguns e outros continuaram; apenas de Limoeiro a Passira. Poucos meses depois continua tudo do mesmo jeito, ou melhor, ainda pior.

São dezenas de milhares de buracos, alguns, verdadeiras crateras. Muitos tem dimensões que atingem 1 a 2 metros quadrados, com até 30 cm de profundidade. Verdadeiras armadilhas mortais para aqueles que trafegam diariamente pela PE-95.

Quem está fazendo a festa são as borracharias ao longo da rodovia, que não param de receber carros e motos com pneus destruídos. Sem contar com os acidentes em que motociclistas caem, carros correndo severo risco de se chocarem, ao desviarem dos buracos.

Mas uma questão pertinente é: onde vai parar o dinheiro de milhões de contribuintes que pagaram seus impostos no início do ano?

Onde vai parar nosso dinheiro?

Pagamos impostos aqui mais caro que estados vizinhos e o que recebemos em troca do governo são estradas assassinas, sem a menor condição de trafegar. Quando vez por outra, usuários de rodovias estaduais ateiam fogo em pneus e fecham trechos, a polícia é acionada para desfazer o “inconveniente”.

O governo não tem dinheiro em caixa para a reforma da PE-95, não tem vergonha na cara, ou nos acomodamos tanto para que as coisas cheguem a esta situação?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

As 48 Leis do Poder - PARTE I


Como prometi, falei que iria postar quase que diariamente um resumo do livro de Robert Greene e Jost Elffers, As 48 Leis do Poder, que um manual formidável na arte de manipular as pessoas. Será uma série de 12 posts, cada um com quatro leis. A seguir, você pode degustar um pouco. Como já aconselhei, o bom é ler o livro todo, no entanto para quem não tem tempo, pode desfrutar das idéias principais.

LEI 1

NÃO OFUSQUE O BRILHO DO MESTRE

Faça sempre com que as pessoas acima de você se sintam confortavelmente superiores. Querendo agradar ou impressionar, não exagere exibindo seus próprios talentos ou poderá conseguir o contrário inspirar medo e insegurança. Faça com que seus mestres pareçam mais brilhantes do que são na realidade e você alcançará o ápice do poder.

Nesse princípio básico é que se baseiam aqueles que para galgar o poder parecem ovelhas ao auxiliarem seus chefes, pessoas acima na hierarquia, etc, cuja subserviência parece imprescindível. Porém, mais tarde, passarão a perna assumindo seu lugar ou derrubando-o.

LEI 2

NÃO CONFIE DEMAIS NOS AMIGOS, APRENDA A USAR OS INIMIGOS

Cautela com os amigos, eles o trairão mais rapidamente, pois são com mais facilidade levados à inveja. Eles também se tornam mimados e tirânicos. Mas contrate um ex-inimigo e ele lhe será mais fiel do que um amigo, porque tem mais a provar. De fato, você tem mais o que temer por parte dos amigos do que dos inimigos. Se você não tem inimigos, descubra um jeito de tê-los.

Precisa dizer mais alguma coisa?

LEI 3

OCULTE AS SUAS INTENÇÕES

Mantenha as pessoas na dúvida e no escuro, jamais revelando o propósito de seus atos. Não sabendo o que você pretende, não podem preparar uma defesa. Leve-as pelo caminho errado até bem longe, envolva-as em bastante fumaça e, quando elas perceberem as suas intenções, será tarde demais.

Por esta razão mente-se tanto na política, às vezes na administração de situações, cuja finalidade são seus interesses particulares. Quanto mais nuvens, conversas para desviarem do objetivo verdadeiro, melhor.

LEI 4

DIGA SEMPRE MENOS DO QUE O NECESSÁRIO

Quando você procura impressionar as pessoas com palavras, quanto mais você diz, mais comum aparenta ser, e menos controle da situação parece ter. Mesmo que você esteja dizendo algo banal, vai parecer original se você o tornar vago, amplo e enigmático. Pessoas poderosas impressionam e intimidam falando pouco. Quanto mais você fala, maior a probabilidade de dizer uma besteira.

Percebe por que é tão difícil negociar no mundo da política? Economizar nas palavras e deixar a outra parte se debruçando no debate é a meta.

O objetivo principal dessa série de posts é dar uma visão de como se proteger desses manipuladores que nos rodeia, os quais, consciente o inconscientemente, usam tais princípios para conseguirem o que querem de nós, e o que querem simplesmente para si.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O que a oposição está pensando?

Hoje, durante a reunião da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), a oposição pressionou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, com respeito ao caso “dossiê dos aloprados”, um suposto dossiê montado em 2006, contra o ex-governador de São Paulo, José Serra. O ministro se esquivou quanto pôde, a oposição não soube fazer questionamentos consistentes e, por fim, Mercadante classificou de “história fantasiosa” as denúncias contra ele.

Esse desfecho na reunião da CAE não seria novidade, uma vez que o assunto já foi tratado em outros momentos, quando o Mercadante se encontrava em circunstâncias diferentes, e não deu em nada; não seria desta vez.

Mas, pasme, caro internauta, o líder do PSDB na casa, Álvaro Dias (PR), disse que irá protocolar requerimento a fim de convocar a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati. Para quem não sabe, a Ideli Salvati, não participou da campanha de 2006, não tem qualquer relação estabelecida com o caso dos “aloprados”, ou seja, é apenas uma tentativa de atingir o governo a de qualquer maneira, seja ela verdadeira ou mentirosa. Será que pensam que ninguém tem memória nesse país?

Entre duas coisas uma está acontecendo, quando poderia ser pior se as duas forem verdade: a oposição está completamente perdida ou os políticos brasileiros acham que todos habitantes do país tupiniquim são idiotas.